O Sistema Brasileiro de Televisão surgiu nos anos 80, com a quebra da TV Tupi (que se desmenbrou no império de Sílvio Santos e na extinta Manchete, hoje Rede TV) e com sua programação popularesca, logo atingiu bons índices de audiência se tornando a segunda maior emissora do país.Em meados dos anos 90, o SBT implacou programas de sucesso como Programa Livre (Serginho Groisman em sua melhor fase) e fenômenos como o Programa do Gugu, que desbancou o Programa do Faustão da TV Globo. Hoje, no entanto, enfrenta uma crise de programação. Programas entram e saem do ar.
Programas novos são cancelados em menos de um mês.
Programas antigos voltam ao ar com status de inovações.
O tiro de misericórdia conteceu nessa semana quando um comercial da emissora anunciava: Após a novela 'A Favorita" assista "Pantanal".
Existe recurso mais deprimente que encorajar o telespectador a assistir o programa da emissora concorrente?
A iniciativa de reprisar o folhetim sobre o Pantanal e a saga dos Leôncios é questionável por propor uma espécie de "Vale a pena ver de novo" no horário nobre, mas corrobora para o modelo de televisão atual de Sílvio Santos, ou seja, programas enlatados e revival de programas de sucesso sucedendo-se na tela em pelo menos metade do dia.
Por outro lado, "Pantanal" conseguiu bons índices de audiência ao SBT, o que revigora os méritos do Homem-do-baú. No entanto, já se comenta a possibilidade da novela ser subtamente tirada do ar (???) por ter ficado aquém das expetativas...
O SBT ainda continuará por alguns anos na posição de segunda maior emissora do país. No entanto, os mandos e desmandos de Sílvio Santos começam a influenciar no crescimento da emissora. Estagnada, a emissora perde credibilidade e sai da corrida pela audioência, provocando o desinteresse de telespectadores e profissionais.
Perde o público, que terá de se debater entre a Globo original e a "nova forma de ser Globo" proposta pela Record.

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